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SENSORES: OS DESAFIOS DO CHÃO DE FÁBRICA À CIBERSEGURANÇA

Ele é um dispositivo que tem como função detectar e responder, sem erros, a um estímulo: pressão, temperatura, nível, vazão, umidade, luz e - também -presença. O objetivo, comumente, é controle, monitoramento e segurança. Com um sem número de aplicações na indústria e papel preponderante na automação industrial, os sensores estão vendo suas características serem ampliadas e tornando-se desafiadoras, haja vista os requisitos cada vez mais exigentes, especialmente dentro do conceito de IoT (Internet das Coisas). Neste cenário, a relação sensores e cibersegurança tornou-se prioridade na indústria, pelo fato de que esses dispositivos podem ser uma porta de entrada para os hackers invadirem sistemas de plantas industriais, e promover o caos.

SENSORES: OS DESAFIOS DO CHÃO DE FÁBRICA À CIBERSEGURANÇA

A preocupação da indústria com cibersegurança é comprovada pelo recente estudo “Accenture Upstream Oil and Gas Digital Trends Survey”, divulgado pela companhia. O trabalho revela que a cibersegurança é o principal foco de investimentos na área digital das empresas de óleo e gás – um segmento cativo para os fornecedores de sensores. A cibersegurança é apontada por 61% dos entrevistados como foco de investimentos nas organizações, um resultado cinco vezes maior do que em 2017 (12%).

Mas será que a segurança cibernética está sendo mesmo um obstáculo para os fornecedores de sensores, já que esses dispositivos não foram originariamente projetados para segurança cibernética?

O Analista de Produtos da BALLUFF BRASIL, Lucas Lopes da Silva, afirma que seus clientes demonstram iniciativas para conter ataques cibernéticos. “Porém, eles possuem uma visão mais ampla quando se trata desse assunto, ou seja, estão mais preocupados com o cenário completo e não com um ‘único’ sensor. Isso faz todo o sentido, pois, se analisarmos os ocorridos, a grande maioria das falhas que permitem ataques cibernéticos são devido a erros de processos e procedimentos. A tecnologia tem sim um papel participativo, mas isso não está se tornando um obstáculo para a venda de sensores, e sim um desafio para nos prepararmos melhor diante de nossos clientes, isto é, termos melhores respostas em nossas consultorias de vendas”, diz entusiasmado.

Cavour Martinelli, PMP, Gerente de Projetos da ifm electronic, confirma que os sensores, por serem dispositivos utilizados no “chão de fábrica”, não foram, de fato projetados para a segurança cibernética. “Até mesmo porque, de certa forma, a tecnologia envolvida antigamente (contatos mecânicos, saídas digitais transistorizadas, sinais analógicos simples, etc.) mitigava ou até mesmo eliminava os riscos de uma possível sabotagem. Por isso, muitas vezes esse problema nunca ou raramente era abordado pelas empresas”, esclarece com propriedade.

“Sim, a segurança cibernética é um grande desafio para os nossos clientes”, atesta Hugo Bernardino da Silva, Líder de Desenvolvimento de Negócios para Infraestrutura de Redes e Cibersegurança Industrial da ROCKWELL AUTOMATION. “Hoje a digitalização de uma empresa conectada traz insights para aumentar a eficiência, diminuir custos e tomar decisões de negócio inteligentes; porém, com esse novo valor, surgem novos riscos inerentes, que devem ser gerenciados como parte integrante da transformação digital. Os possíveis riscos vão de perda de propriedade intelectual, perda de produção, riscos de vida, tempo de parada não programada, equipamentos danificados até impactos ambientais”, enumera o especialista.

ATAQUES E PREVENÇÃO

Muitos afirmam que a Internet das Coisas Industrial (IIoT), mesmo trazendo conectividade e simplificando a distribuição dos dados coletados, acabou facilitando o uso de sensores por parte dos hackers para invadir redes industriais.

Lopes da Silva concorda. “Com a simplificação da coleta de dados, naturalmente, a informação de um sensor torna-se acessível em caso de ataques. Embora hoje exista acesso remoto com controle de usuário para modificar parâmetros de sensores, a proteção em si é atualmente tratada a nível de comunicação, não de sensor”, pondera o Analista de Produtos da BALLUFF BRASIL. Ele acrescenta que a blindagem deve ser estruturada com firewalls, ou outras tecnologias, não no sensor em si, mas sim no ICS (Industry Control System), OT (Operational Technology) e IT (Information Technology). “É importante sempre ressaltar que, embora exista tecnologia para proteção, como o próprio firewall, falhas em processos e procedimentos são as principais portas de entrada para ataques cibernéticos, considerando-se que os ataques podem ser de origens externas, ou até mesmo por trabalhadores internos”, avisa.

Da mesma forma, Martinelli reconhece que, com o avanço da tecnologia, os sensores foram ficando cada vez mais inteligentes, embarcando protocolos de comunicação industrial, ou seja, o poder de conectividade dos sensores aumentou. “Os dispositivos IIoT abriram mais as suas portas de comunicação, aumentando, consequentemente, o risco para invasões quando comparados com tecnologias mais antigas. Uma das soluções é a separação entre as redes de automação e corporativa”, ensina o Gerente de Projetos da ifm electronic. A solução oferecida pela companhia é a conectividade em “Y” embarcada nos produtos. “Com a implantação de firewalls entre as redes corporativa e de automação, o risco de invasão e comprometimento do processo produtivo das empresas por hackers mal intencionados é mitigado. Sem acesso aos dispositivos de automação, todo o hardware hierarquicamente localizado abaixo desse nível estará protegido. Além disso, é importante que as empresas contratem consultorias especializadas para testes e certificações de segurança”, destaca.

De acordo com Bernardino da Silva, com a conectividade entre dispositivos diferentes e de fornecedores diferentes, e entre TI e TO, a solução para o problema está na aplicação de normas internacionais, como, por exemplo, a IEC62443, aplicando o conceito de defesa em profundidade e cobrindo todos os níveis da conectividade industrial: dispositivo, aplicação, host, rede, perímetro, físico e políticas. “Um case de sucesso de tecnologias de segurança cibernética industrial é uma aplicação que fizemos para um cliente em mais de 52 plantas pelo mundo, com diferentes sistemas para proteção industrial, dentre eles, a implementação do perímetro de segurança nas 52 plantas junto com a implantação de IDMZ (Industrial Demilitarized Zone). E, para o mesmo cliente, realizamos a implementação de serviços de detecção de ameaças em tempo real para redes, além do desenvolvimento de whitelisting de software para 64 sites, comenta o Líder de Desenvolvimento de Negócios para Infraestrutura de Redes e Cibersegurança Industrial da ROCKWELL AUTOMATION. Sobre intrusões no sistema industrial, a companhia aconselha a aplicação de padrões internacionais, que recomendam boas práticas para a convergência TI/TO. “Além disso, o CPWE (Converged Plantwide Ethernet), que é um padrão de arquiteturas de redes de TO testadas e validadas em parceria com a Cisco, garante a maior disponibilidade industrial. E, ainda, temos a criação e a implementação de uma zona desmilitarizada para permitir a transposição segura de dados entre o chão de fábrica e os sistemas corporativos”, detalha.

O último relatório publicado pela Market Research Future sobre o mercado global de sensores para a indústria de óleo e gás indica um crescimento anual de 4,80%, no período de previsão, que vai de 2019 a 2023. O estudo – que incluiu sensores de pressão, temperatura, fluxo, nível, vibração, entre outros – destaca que os principais benefícios das aplicações ficam por conta da melhoria da confiabilidade, da produtividade e da segurança nas plantas de óleo e gás.

Inovação pode ser a palavra de ordem quanto à tecnologia de sensores, indo dos dispositivos capazes de sobreviver a condições extremas até aos sensores essenciais para a implantação de tecnologia 5G.




SENSOR DE NÍVEL DE ONDA GUIADA BALLUFF


SENSORES: OS DESAFIOS DO CHÃO DE FÁBRICA À CIBERSEGURANÇA

A Balluff não possui um produto específico voltado à cibersegurança, já que trabalha com uma extensa gama de sensores para monitoramento de diversas variáveis e condições.

Dentre eles, o destaque é o Sensor de Nível de Onda Guiada - Balluff BMD, indicado para medição de nível para áreas higiênicas e classificadas

Suas principais características são:

  • Temperatura de processo de até 150ºC.
  • Alta classe de proteção IP68.
  • Conexões de processo higiênicas.
  • Execução robusta para uma longa vida útil.
  • Economia de tempo e custos graças à colocação em operação simples
  • Apropriados para utilização em zonas com risco de explosão.

www.balluff.com.br




A SOLUÇÃO MULTIFUNCIONAL IFM: PRODUTOS, SERVIÇOS, SOFTWARES


SENSORES: OS DESAFIOS DO CHÃO DE FÁBRICA À CIBERSEGURANÇA

IIoT ToolKit permite controlar e iniciar atividades e processos subsequentes na fábrica inteligente

Com o IIoT ToolKit ifm é possível gerar um fluxo de informações contínuo, desde o chão da fábrica (infraestrutura das máquinas) até o último andar (infraestrutura da TI). Hardwares e softwares inteligentes são conectados entre si na interface da via Y.

Agora os dados de processos, de máquinas e de diagnóstico fornecidos através do IO-Link podem ser amplamente lidos, avaliados e diagnosticados com as soluções de softwares ifm. Com uma complexidade de integração mínima, também realizável durante a operação, existe a possibilidade de, com o IIoT ToolKit, controlar e iniciar atividades e processos subsequentes na fábrica inteligente (Smart Factory).

https://www.ifm.com/br/pt




COMO COMBATER AMEAÇAS IMPREVISÍVEIS DE SEGURANÇA CIBERNÉTICA QUE PREJUDICAM A PRODUÇÃO


SENSORES: OS DESAFIOS DO CHÃO DE FÁBRICA À CIBERSEGURANÇA

Mais da metade dos entrevistados de um estudo da LNS Research asseguraram que suas instalações industriais sofreram alguma violação da segurança cibernética, o que é motivo de preocupação para muitos empresários da indústria, que temem perder informações importantes que possam prejudicar sua produção.

Para combater essas ameaças imprevisíveis de segurança cibernética industrial, que lamentavelmente evoluem rapidamente e diariamente, a Rockwell Automation expandiu mundialmente seus serviços de detecção de ameaças com a plataforma Claroty.

Os serviços de segurança cibernética da Rockwell Automation protegem as cadeias de fornecimento contra ameaças desconhecidas e oferecem benefícios operacionais. A plataforma Claroty cria um inventário dos ativos da rede industrial de um usuário, monitora o tráfego entre eles e analisa as comunicações em seu nível mais profundo. As anomalias detectadas são informadas ao pessoal da fábrica e de segurança com informações processáveis.

A Claroty é parceira de produtos Encompass da Rockwell Automation no programa PartnerNetwork da Rockwell Automation.

Sobre os Serviços de Detecção de Ameaças da Rockwell Automation, é importante saber que eles ajudam a proteger as operações conectadas de três formas cruciais:

1. Identificar e proteger: Identificando todos os ativos de controle industrial conectados em rede e suas vulnerabilidades, para ajudar a empresa a saber o que proteger.

2. Detectar: Monitorando as redes não só por ameaças conhecidas, mas, tão importante quanto, por tráfego ou comportamento incomum, para alertar a empresa sobre um incidente de segurança, possivelmente antes que ocorra.

3. Resposta e recuperação: Desenvolvendo planos para conter, erradicar e se recuperar dos ataques para manter as operações em funcionamento ou para retornar mais rápido a um estado de operação completo.

https://www.rockwellautomation.com/pt_BR/overview.page

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